Temos a necessidade imensa de criar heróis. Sem eles não seríamos nada. Não estou falando do homem-aranha ou do super-homem. Estou falando de herói de verdade, como o Min. Joaquim Barbosa. Alguém que vem ao mundo para fazer diferença, ser notado pela grande obra do bem, mais ou menos como a Madre Teresa de Calcutá. Mesmo com o todo o prestígio que o nome da Freira traga, talvez ela não seja tão bom exemplo assim, afinal apoiou ditaduras, arrecadou milhões e mais milhões de dólares para construir hospitais e construiu no máximo uns galpões aonde os doentes iam só para morrer, não se via médico, as freiras que davam o diagnóstico. As seringas eram lavadas e usadas novamente em nome da economia e nas paredes tinham cartazes dizendo "hoje eu vou para o céu". No entanto, os milhões de dólares foram gastos para espalhar sua fraternidade por 150 países. A freirinha andava de primeira classe, mas com trapos como roupas para não perder a imagem de humilde. Foi até a Irlanda, durante um plebiscito sobre a continuação da proibição do divórcio, apoiar que o divórcio deveria continuar proibido, onde já se viu, se Deus uniu, o homem não separa. Só se for príncipe da Inglaterra. Quando a princesa Diana se separou, sua amiga madre disse que ela poderia se separar pois estava infeliz no casamento. Mas voltemos aos heróis de hoje. Se nem a Madre Teresa escapa ilesa, imagina o nosso ilustríssimo ministro. O paladino da justiça possui um boletim de ocorrência registrado por sua esposa acusando-o de violência domestica. Todo mundo viu, ou não, quando o ministro quase chegou às vias de fato com outro ministro do supremo (Eros Grau) por votar diferente. Bom, para o Daniel Dantas, banqueiro corrupto, que faturou milhões com suas maracutaias, o ministro foi bom, concedeu um habbeas corpus e tirou o banqueiro da cadeia por falta de provas. Antes as provas eram importantes. Mudou o discurso. Acho que está na hora de acharmos outros heróis, ou parar de procurá-los.